quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Primeiro dia de trabalho coletivo é amanhã!

Aos que ainda não sabem: trabalharei no simulador de asa delta do Epcot chamado Soarin.
Então galera to loco pra fazer um videolog, só que não tenho uma câmera, vou comprar na quinta feira, quando vai ter ônibus pra best buy!
Só que não esperem pelo padrão de qualidade na edição, já que não terei tempo pra isso, vou só filmar e colocar no ar. Ficar escrevendo no meu blog seria uma boa, mas toma muito tempo!
Amanhã é meu primeiro dia de trabalho, vou estar lá com o bottom de animal sendo adestrado, mas meu turno começa só às 13h45(e vai até 22h30) portanto vou ver se de manhã eu compro a câmera e faço o videolog.
Hoje foi formalmente meu primeiro dia de trabalho, chamado "Traditions" mas que na verdade é só uma aula. Mas foi bem legal, sabe aquele rumor de que tem um túnel debaixo do Magic Kingdom? É verdade, eles levaram a gente pra conhecer \o/! A gente também finalmente recebeu nossa Disney ID, com ela podemos entrar nos praques de graça e temos desconto em um monte de coisa, na disney e nos outlets de orlando(e lá se vão meus dólares). Ah lembrando que só ganha lembrancinha quem foi na minha despedida! E o Caiuã vai ganhar duas, porque o cara me pede um chaveiro do Mickey desde 2007!
A má notícia é que eu tô doente!!! Tá muito frio aqui em Orlando, entre 0 e 10 graus celsius e esse negócio de ficar saindo e entrando de lugar com aquecimento me deixou resfriado. Já tomei um naldecon dia e daqui a pouco, antes de dormir(lembrando que a diferença no fuso é que São Paulo tá 3h na frente), tomo um noite. Por causa disso ainda não fui nos parques!!! Passei a tarde toda dormindo e vendo se melhorava, não deu muito certo, ainda to mal =/
Não queria terminar com má notícia, mas foi o que sobrou. Amanhã então provavelmente vocês me verão num videolog e depois de amanhã, já que eu devo chegar tarde do trabalho, eu conto como foram o primeiro e o segundo dias.
Beijos a todos!
Disney - We create Happiness

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Videologs

Bom, aqui vão meus três últimos videologs:










É isso ae, divirtam-se!

Programas educativos que sofrem preconceitos

Em época de eleição aviso aos candidatos que o que mais me preocupa no Brasil é a educação, e não estou falando de bons modos (até porque nunca primei por eles aqui no blog). O estudo é essencial para o desenvolvimento de uma nação, porque é a única forma de se modificar uma sociedade, para o bem e para o mal. Isso porque a reforma é na mente da população e não apenas uma modificação física, uma ponte, um viaduto, uma avenida (sim, estou falando de você, Maluf).

Sobre programas de educação na TV não há muito o que falar. Tem o Telecurso 2000, mas acho que quem tem tempo pra assistir aquilo não são realmente as pessoas que poderiam usar aquela informação de forma a crescerem profissionalmente. Fora o telecurso não conheço nenhum outro programa explicitamente educativo. É aí que entram os programas de humor. Há um provérbio latino que diz "ridendo castigat mores", rindo se castigam os costumes, ou rindo se castiga a moral. Ou seja, quando rimos, sublevamos aquilo que uma vez fora sério, constatamos a podridão em que algum conceito, instituição ou pessoa se encontra. Aqui no Brasil por mais que se façam piadas sobre tudo, não há nada mais que nos agrade do que rir da política. A falta de confiança que temos nos nossos representantes do executivo e do legislativo (que, diga-se de passagem, fomos nós mesmos que escolhemos) se mostra por esse fato.

O humor é uma forma de percepção tão aguda que invevitavelmente temos que expressá-lo através de nosso corpo de alguma forma, e acredito que essa ideia siga a razão de quanto mais reveladora a percepção, mais intensa é a nossa expressão, chegando no ápice ao choro. Portanto, um programa cujo objetivo é causar a percepção de alguns fatos, e principalmente de alguns podres, pra mim pode ser considerado um programa educativo (e com uma audiencia e abrangência muito maior do que a Telecurso 2000). Dessa maneira, capar a nossos professores, como fez o TSE, em plena época de eleição é um deserviço absurdo e que não deveria passar impune. Contudo, acredito que nossos professores ainda não tiveram tempo de nos ensinar essa lição.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Autoestima

Certas atitudes me deixam com vergonha alheia. Eu fico incomodado ao vê-las, mas isso é um problema meu. Assim como eu tenho esse impecilho, tem também gente que precisa causar muita vergonha alheia pra se sentir bem. Os "bolanders" de balada e academia, os caras com o celular tocando música muito alta no metrô ou no ônibus, as pessoas que bebem até cair (ou então nem bebem tanto assim) e falam que estão MUITO bêbadas, entre outros.
É fato, o ser humano precisa de atenção. Olha pra mim, eu tenho um blog e um videolog pra ver se as pessoas e dão mais atenção e gostam mais de mim (e antes que você me pergunte, não, elas não gostam mais de mim por isso, mas eu tento). Só que tem gente que estrapola e a vergonha alheia se torna raiva. E aí em vez de a pessoa se tocar ela fica mais feliz, e começa a se sentir de invejada e de uma hora pra outra (não sei como se dá esse processo) começa a se sentir melhor que todo mundo. O se humano é uma besta mesmo. Claro que a inveja existe, mas tem gente que cria todo um mundo que sente inveja dela e ela se alimenta disso pra aumentar a autoestima, principalmente as que querem se sentir "jovens e abalando".
Acho que, pra alguém assim, descobrir que essa inveja toda não existe, e que tem muita gente que só tem dó seria terrível, a pessoa perderia o chão. Claro, acabaria com a fonte da sua autoestima, e ninguém sobrevive sem isso. Isso me deixou pensando em algumas coisas: será que transformar todo o mundo à nossa volta pra poder alimentar nosso ego e nossa autoestima é benéfico ou maléfico? Estaríamos plantado uma armadilha para nós mesmos? Será que já não fazemos isso em nossa vida e nem percebemos, só conseguimos ver esses mecanismos no outro?
Eu sei, é duro só lançar a questão e nem sequer esboçar resposta, mas acho que pra responder essas daí só com o psicólogo do lado.

Abaixo, o meu segundo videolog, fique à vontade pra comentar e se inscrever no canal.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Metrô

É impressionante como há pessoas que não ligam para algumas coisas simples como regras de uso do Metrô. Simplesmente ignoram qualquer mensagem dada pelo condutor do trem, pelos cartazes e até pela TV Minuto. E, não, eu não acho que regras foram feitas para serem quebradas, acredito que tenham sido criadas para serem discutidas.
Você acha que o governo gasta tanto dinheiro em anúncio ensinando que é pra ficar à direita na escada rolante, ou pra esperar as pessoas saírem antes de entrar no trem, ou pra não ficar na região das portas, porque ele gosta de encher o saco? E os condutores, ficam falando isso toda hora por que se sentem solitários na cabine e precisam falar com alguém? Essas regras, ou pra amenizar um pouco, essas indicações são para fazer das estações de trem e das viagens algo mais confortável, para que todos se respeitem, para que o fluxo de pessoas seja melhor.
Como exemplo da ignorância às indicações e de como elas têm sua importância vou citar o caso de uma amiga. Uma vez enquanto estávamos no trem ela me disse que devia haver um consenso: ou se espera as pessoas entrarem no trem ou se esperava as pessoas saírem do trem, porque todos ao mesmo tempo vira uma bagunça que só estressa e frusta os usuários do Metrô. Eu falei pra ela que existia essa convenção e que ela era divulgada por placas nas estações e nos trens, ao que ela me respondeu que nunca tinha reparado.
Essa situação ilustra o absurdo. Será que nós estamos tão preocupados com nós mesmos e nossos problemas que não só ignoramos placas e avisos, mas também o direito dos outros, como se isso fosse algo normal e aceitável? E a partir dessa ignorância propomos melhorias à convivência que já existem, mas ninguém as segue porque estão todos fechados em suas bolhas ( por mais clichê que essa imagem possa ser)? Ainda outro círculo vicioso que espero um dia acabar (eu sei que a ideia de um círculo vicioso é exatamente não acabar, que isso seria incoerente, mas não tire os sonhos de um jornalista, sem isso só nos resta o diploma, que já não vale muito).

Ainda baseado nesse assunto, posto aqui o meu primeiro videolog:

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Férias?!

Verão, ainda tem um bom caminho até o natal. Tudo bem, porque agora eu pego meu décimo terceiro e... gasto tudo na porra dos presentes praquelas tias que quando num tão falando que eu deveria arranjar um trabalho de verdade, que nem meu primo que já é Doutor, tão falando do Roberto Carlos. Mas tudo bem, já, já tem férias. Passa o Natal. Fico que nem louco procurando as lojinhas de onde eu ganhei aquelas cuecas, que pra variar eram cor de vinho e não serviam. Tudo bem, o combinado era R$70 e as cuecas tavam no desconto 5 por R$30. Pelo menos eu cumpri o valor e provavelmente a tia vai gostar do box do Roberto Carlos. Pelo menos não foi que nem no amigo secreto da empresa. Tirar a chefe é ser obrigado a insultar seu superior. Porque se fosse homem eu dava alguma coisa do Corinthians pra ele, ou mesmo uma gravata ou uma caneta. Mas mulher não. Se der caneta ou perfume não se dedicou pra escolher o presente. Se der lingerie, tá com segundas intenções. Se der roupa normal e ficar curta tá insinuando que ela tem que emagrecer; se ficar larga fica implícito o "nossa pensei que você fosse mais 'cheinha'". Resolvi exceder o limite e dar um óculos de sol da Gucci. Só depois foram me dizer que isso também pegava mal, mas com os outros funcionários, seu puxa-saco.
Mas tudo bem, porque daqui a pouco tem férias e todo mundo esquece isso. Além de a Rita não ficar me ligando pedindo o relatório, o Armando, aquele otário, não ficar falando de quantas mulheres ele acha que já comeu nessa semana, não ter mais que ficar em frente ao computador trabalhando, e, principalmente, eu não vou mais ficar horas no trânsito pra ir trabalhar. Não. Esses trinta dias serão meus!
As férias vão ser do caralho! A Cá vai ficar me ligando pra saber porque num liguei pra ela, meus amigos, e não aquele otário do Armando, vão ficar falando de quantas mulheres eu deixei de comer porque tava trabalhando, finalmente vou levantar da cadeira em frente ao computador do escritório, e sentar na do meu computador, e principalmente vou à praia! Não sem antes ficar horas no trânsito.
Mas até que o trânsito na estrada é bem legal. Sempre tem uns tipos. É olhar pro lado e ver aquele carro fora da lei. Cinco crianças na parte de trás sem cinto, mais duas com a mulher no banco do passageiro, fora os travesseiros sobre o porta-malas, que acabam com a função do retrovisor. Às vezes esses carros vem com o bônus: fumaça preto saindo do escapamento. Também tem os caras "carpe diem", sabe como é né? Você não precisa nem tá do lado pra saber que esses porras tão na estrada. É só começar a ouvir. Tá ouvindo? Segue esse som que ele vai dar direto naquela Tucson. É, aquela mesma que tem moleque saindo pela janela e gritando, sem camisa, claro. Essa daí também tem o bônus: o papai solteiro que é amigo dos brothers do filhão. Chega a ser tosco passar do lado desse carro e ver o tiozão querendo ser que nem os moleques, que, assim que tiverem carta, já não vão mais pedir pra ele ir na viajem. Tem também o carro das gatinhas. Esse aí eu não vou criticar, porque desse eu gosto.
Chegando na praia, aí sim: cinco dias de hot dog, miojo e açaí. Primeiro dia sempre tem o cabaço que é mais branco que o leite e não passa protetor. Pra ele vai ser só um dia de praia mesmo, porque nos outros ele vai ficar jogando PES no playstation. E a galera vai se dissolvendo, um porque vai ver uma amiga numa praia que é logo ali, outro porque comeu, de novo, camarão estragado na praia, e acaba que já no quinto dia tá todo mundo no apartamento jogando playstation. Fora quando não tem o bônus(esse maldito bônus) de acabar a água. Aí é que fica bom mesmo ir pra praia, afinal quem não gosta de areia na genitália?
Mas tudo bem. Chegando em São Paulo continua tendo férias, sem queimadura, sem infecção alimentar, sem furada do tipo "é uma praia logo ali", e sem areia "lá". Nos primeiros dias fico louco. Dou qualquer tipo de rolê, desde que tenha álcool. Aí começa a temporada de churrascos. No primeiro tem picanha maturada, no segundo tem picanha, um pouco dura, no terceiro "Picanha? Cê tá louco? Vamo bebe!". Tudo bem, porque ainda tem o cineminha, nossa tanto tempo que eu não vou no cinema. Chega lá tem que pagar ingresso e pipoca pra dois. Entro de bermuda e no meio do filme já não aguento mais de frio. Mas tudo bem, porque ainda tem os filmes que eu ainda não vi e que eu vou ter que alugar. Ah quer saber? "Mas tudo bem" é o caralho! Vou voltar pro escritório.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Remember the days of the old schoolyard?

Essa música do Cat Stevens (hoje Yusuf Islam) me fez lembrar da minha época de criança no colégio. Não havia nada demais, na verdade não consigo me lembrar de algo que tenha me alegrado muito no primário, ou mesmo no Jardim de Infância, mas se tem uma coisa que eu lembro e que eu não gostava era a aula de artes! Pra mim era uma frustração atrás da outra.

Eu lembro das aulas de dobradura com os papeis da Yopa (hoje sorvetes Nestlé), em que o pessoal demorava, mas fazia sempre um pássaro, uma baleia, uma tulipa, um tsuru, enquanto eu teimava e tentava até conseguir fazer o meu: uma pedra. Por fim eu acabei me especializando em fazer pedras de papel e comecei a agredir os coleguinhas com elas, mas isso não vem ao caso. Tinha também as aulas de desenho livre, você podia usar o que quisesse: a técnica do pontilhado, contorno com canetinha, giz de cera, etc. Eu na verdade queria era conseguir fazer alguma coisa diferente do boneco de palitinhos, ou da boneca de palitinhos (igual ao boneco, só que com cabelo). Mas o pior da aula de artes, que ainda me dá pesadelos e me dá aversão a esse tipo de atividade, foi quando tivemos que fazer um mosaico. Pra quem não sabe do que eu to falando o mosaico que eu fiz era o seguinte: corte um monte de papel picado até ele ficar ridiculamente pequeno, depois faça um desenho em um pedaço de papel, então cole com cola branca os papeis no desenho para ficar bem bonito! O problema era a parte de colar. Eu sujava todos os meus dedos de cola e não conseguia colar o maldito papelzinho na folha, ele simplesmente não saia do meu dedo. Depois de muito tempo tentando eu finalmente conseguia, aí só faltavam mais 100 papeiszinhos pra eu colar, isso quando eu não fazia a proeza de colar um no papel e colar acidentalmente um, ou mais, que tava na folha na minha mão, tendo que fazer tudo de novo.

Tinha também a hora da humilhação. Era a hora em que iam expor no corredores do colégio as nossas "obras". Pra mim era sempre uma merda. Ou eles decidiam por só as melhores na parede, ou seja, eu ficava com a minha pra enfiar no cu, porque o meu nunca ficava entre os melhores, ou então eles resolviam por todas na parede, aí era pior ainda: "Nossa olha o do Eduardo como tá bonito!", "Nossa e esse aqui do Ricardo então", "Nossa Pedro o seu ficou uma bosta hein?"

A aula de artes acabou com qualquer chance deu virar um artista plástico.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Minando o sexo livre

No embalo de cultura e contra-cultura nas aulas de História Geral comecei a pensar na diferente relação dos jovens com o sexo nos anos 60 e agora. Se naquela época a liberdade pra transar com quem quisesse era uma novidade, devido, entre outras coisas, à invenção da pílula anticoncepcional, hoje já é algo comum. As consequências disso para nossa geração são normalmente vistas como algo bom. "Nossa você pode comer alguém diferente a cada semana, às vezes dois alguéns, dependendo da sua lábia", acho que o grande problema dessa fala é o "pode". Hoje em dia se confunde a liberdade pra se transar com quem quiser com a obrigatoriedade de se transar com quantos mais puder e o jovem perdeu sua escolha. Se antes a pressão com as meninas era pra que se segurassem hoje em dia a última que for virgem tem que aturar fama de santinha. Com os homens sempre houve a pressão de ter que ser o fodedor, o metelão, mas acho que isso foi potencializado, é obrigatório colocar o pinto em qualquer buraco que se mexa, ou que aguente o movimento de vai-e-vem. Será que não estamos acabando com uma das nossas conquistas mais valiosas? É muito bom sair fazendo sexo com pessoas diferentes, adquirir experiência, ter muitas histórias pra se contar, mas quando se tem realmente vontade de fazer isso, se não a pessoa só se força a fazer algo que, se for feito sob pressão ou sem vontade, não é legal. Será que nós jovens com essa onda de fazer sexo com todo mundo não estamos sendo muito conservadores e mente fechada?

Será que eles são?

Seus valores são beleza, força, unidade, ostentação e agressão aos diferentes. Se identificam com com sinais e dizeres próprios. Possuem seu uniforme e se orgulham muito disso. Poderia-se estar falando dos nazi-fascistas, mas na verdade é sobre as exatas do anglo vestibulares. Forçado? Nem tanto...
Fui assistir ao filme "A Onda" e a ideia de que o fascismo talvez esteja ainda na nossa sociedade e possa explodir a qualquer momento ficou em minha cabeça. Foi quando a sala 1 resolveu fazer a sua própria camiseta, um uniforme que, coincidentemente, é preto. Isso me chamou muito a atenção e eu comecei a reparar nas outras atitudes que são características das exatas. São extremamente unidos(são os que mais reúnem torcida durante o interclasses), tem os "dizeres"-desculpem pelo "dizeres", não achei termo melhor- "Só macho e gostosa", evidência de que valorizam a força e a beleza físicas, em detrimento de qualquer outro atributo. Desvalorizam os diferentes, nesse caso as humanas, com um sentimento orgulhoso de opressor, dizendo "só viado" e achando que são bem melhores que "as mocinhas" das salas 2, 17, 21 e 23. Antes que digam que isso é forçação de barra de um "humaninhas" que tem inveja, digo que eu fiquei com uma puta vontade de ser das exatas e foi aí que eu percebi um dos aspectos mais significativos do fascismo bem na minha frente: a empolgação. O movimento fascista é uma corrente que chama atenção, é bonito, é legal, dá vontade de participar, de se sentir parte do grupo, de chamar o pessoal da sala 2 de viado e de usar a camiseta que é só pra macho e gostosa. É algo totalmente impensado você simplesmente quer ser que nem eles, porque eles que são legais! É impressionante. Reparem um pouco nesses aspectos das exatas, assistam a "A Onda" e me digam se eu to viajando demais.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Parabéns, Olimpíadas, Enem e Zelaya

O blog hoje faz um mês. Tô feliz com ele, nesse tempo já teve mais de 77 pessoas diferentes acessando e um post bombando com 9 comentários! Vamos ver se eu consigo fazer jus a essa fama recente. Aliás, eu sei que num tô conseguindo, mas tá chegando a hora da onça beber água e as coisas tão ficando tensas aqui. Mesmo assim vou ver se eu escrevo mais aqui e continuem me cobrando!

Eu não era um entusiasta das Olimpíadas no Rio, e continuo não sendo. Depois de ouvir a opinião de muita gente tenho minhas considerações. Alguns disseram que se o Brasil fosse esperar não ter mais problemas de maior importância para fazer as Olimpíadas, nunca a faríamos. Ora, isso é uma consequência de políticas incompetentes e mal dirigidas pra educação e saúde públicas! Se o Brasil fosse um país sério, parafraseando de Gaulle, erradicaríamos tais problemas com o passar do tempo e, aí sim, receberíamos esse evento de tanto prestígio sem remorso. É verdade que as Olimpíadas trazem desenvolvimento ao local onde são realizadas, por exemplo a Vila Olímpica, que vira habitação popular ao término do evento, e a infraestrutura que fica nos esportes pros cidadãos. Contudo, temos o Pan 2007 como legado um tanto quanto falho, uma vez que a passagem das casas pros populares enfrenta problemas burocráticos até hoje, o Engenhão foi arrendado por um preço ridículo ao Botafogo para não ficar em desuso e o orçamento continuou a crescer vorazmente até o final do evento, sendo que até hoje o Tribunal de Contas da União não resolveu essa situação. Esses eram os motivos que me levavam a não querer as Olimpíadas no meu país. Mas nosso Pan não foi o suficiente pra evitar que elas viessem pra cá. Então o que sobrou pra mim e pra vocês é fiscalizar esse evento o máximo que pudermos, mostrar que somos receptivos e torcer muito: pra que nosso país realmente adote uma política esportiva séria, para que o superfaturamento seja mínimo e para que ganhemos algumas medalhas também!

Outro assunto que tá bombando é o cancelamento do Enem. Acho que isso é reflexo da importância que o governo dá pra educação, mas não só na esfera federal, afinal a educação do tão poderoso, rico e arrogante estado de São Paulo não está entre as melhores do Brasil há um tempo. Contudo não dá pra crucificarmos o governo e dizer que aquilo tudo é uma palhaçada, é verdade que ainda tá muito ruim, mas parece que eles realmente querem mudar. Estão procurando melhorar, em alguns poucos aspectos, mas estão.

Já o hondurenho mais brasileiro do mundo continua em nossa embaixada, pressionando o governo provisório. A Veja acusa o Brasil de imperialismo "megalonanico", acho que ela só tá querendo meter uma mala e ser arrogante. O Brasil concedeu asilo político a um refugiado, como é dever de toda nação que se diga democrática. Só que nosso país cagou em permitir as transmissões de mensagens incitando a revolta da população hondurenha de dentro da nossa embaixada, perdendo a tradicional neutralidade brasileira. Mas parece que, de tanto que eu demorei pra falar sobre isso aqui, o conflito está quase sendo resolvido, tendo apenas a questão da restituição de Zelaya sem um consenso. O presidente deposto forçou a barra querendo mudar a constituição para poder se reeleger, mas na medida em que o referendo ratificasse essa decisão de uma maneira justa(ou seja, com voto secreto), no meu entender essa ação seria perfeitamente democrática. O que não é democrático é depor um presidente eleito legalmente e legitimamente.